Nos últimos dois anos, pesquisadores nas áreas de atividade física e comportamentos sedentários, particularmente membros da Sedentary Behavior Research Network (SBRN), têm trabalhado juntos para esclarecer as definições relacionadas à atividade física, inatividade e comportamentos sedentários. Em 2017, um novo consenso terminológico foi criado para destacar as diferenças entre esses conceitos. A atividade física é definida como qualquer movimento corporal gerado pela contração dos músculos esqueléticos que eleva o gasto energético acima da taxa metabólica de repouso e é caracterizada por sua modalidade, frequência, intensidade, duração e contexto de prática. Em 1985, foi definido exercício como uma subcategoria de atividade física que é planejada, estruturada, repetitiva e que favorece a manutenção ou o desenvolvimento da aptidão física.
Cada palavra nesta definição de atividade física é de importância crucial para entender adequadamente seu significado. De acordo com a última definição atualizada, enquanto o gasto energético em repouso corresponde a um gasto energético de um equivalente metabólico (MET), os comportamentos sedentários são quaisquer comportamentos de vigília caracterizados por um gasto energético ≤ 1,5 METs, enquanto em uma postura sentada, reclinada ou deitada. Esta última definição é de particular importância, pois em 2015 foi feita uma melhor definição de comportamentos sedentários que considere tanto a intensidade quanto à postura.
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O tempo de tela e o tempo sentado são geralmente os dois principais indicadores usados para quantificar o tempo dedicado a comportamentos sedentários. De um ponto de vista energético e biológico, também há uma clara necessidade de considerar a natureza exata de cada comportamento sedentário que pode não ter consequências fisiológicas semelhantes. De fato, atividades sedentárias que exigem esforço cognitivo favorecem um aumento nas concentrações de cortisol, instabilidade glicêmica, ingestão de energia, bem como uma diminuição no equilíbrio parassimpático/simpático. Tais implicações fisiológicas devem ser consideradas, uma vez que comportamentos sedentários que envolvem tarefas cognitivas (trabalho mental) têm o perfil de uma atividade com muito baixo movimento e com um componente de estresse neurogênico.